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Aquele sobre saudade.

16 jun

Os primeiros raios de sol que tecem a manhã começam a invadir o meu quarto e é o teu rosto a primeira imagem que me vem ao pensamento. O primeiro desejo que me consome é o de que eu queria estar acordando ao teu lado, sentindo teu cheiro. Anseio pelo teu sorriso aberto, tua risada doce que eu queria poder guardar.

Confesso que às vezes você me decepciona por não perceber aquilo que me é tão óbvio. Eu só quero cuidar de você, bonito. Às vezes é difícil expressar e você acaba interpretando mal. E doi. Doi quando vou dormir achando que te magoei mais que a mim. Só entenda que existem dias em que a gente transborda de saudade e acaba afogando alguém… Lamento quando esse alguém é você. Mas a saudade é sempre a minha alma gritando que quer estar ao lado teu.

Só agora percebo que o sol já se despediu e é a lua quem me faz companhia, iluminando essa espera de te ver chegar.

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Olhar.

11 mar

Se perguntarem, diga que o amor é a força que move a minha vida.

Hoje eu pensei em você e imaginei se você também estaria pensando em mim. Se você espera como eu espero pra te ver chegar, e dizer que eu sou tudo aquilo que você pediu. Não quero ser o resultado da tua idealização, mas a realização da tua vontade, dos teus desejo mais escondidos. Aqueles que só o coração da gente sabe.

E o teu olhar foi o que me fez escrever hoje. Olhar pra você e desejar que seja assim pra sempre, só assim. Mesmo que seja de longe, mesmo que você não perceba.

À noite sonhei contigo.

13 fev

“À noite sonhei contigo e não tava dormindo. Justo ao contrário, estava bem desperto. Sonhei que não fazia o menor esforço para que te entregasses, em ti já estava imerso. Que lindo que é sonhar! Sonhar não custa nada. Sonhar e nada mais. De olhos bem abertos. Que lindo que é sonhar e não te custa nada mais que tempo. Sofrer com tanta angústia, por coisas tão pequenas. Gastar essa energia assim, não vale à pena. Quem dera me livrar pra sempre de mim mesmo e só me reencontrar lá no teu doce abismo… “

Eliminando as teias de aranha. Daqui e do meu coração.

Você.

20 dez

– Denovo. – Dizia ela.
Mais uma vez o mesmo sonho. Ela já estava acostumada. Sabia que quando a tarde começava a ir embora e a noite dava os seus primeiros sinais, aproximava-se a hora de encontrá-lo. Custava a dormir, rolava na cama e quando adormecia lá estava ele, como se tivesse esperado a vida toda.
O sonho era sempre o mesmo. Ele de longe a observava, somente. Assim acontecia todas as vezes em que encontravam-se pessoalmente. O que acontecia quando ela dormia era apenas uma recordação, mas lá ele a olhava com outros olhos. Havia amor. Um amor daqueles que os livros não são capazes de descrever. Um amor calado e intenso.
O que a moça não sabia é que aquele olhar não era apenas em seus sonhos. A maneira com que ele olhava para ela era daquela forma o tempo todo; com os olhos de quem ama e espera. O coração dela sabia disso, mas a razão teimava em dizer o contrário.
Ela continuava a sonhar com ele, esperando a coragem para entregar-se a esse sentimento tão verdadeiro e recíproco.

A morte do amante.

24 out

A morte do amante

E ele morreu
Sem jamais ter sido amado, talvez
Mas amando todas
Uma de cada vez

E ele morreu
Amava, mas ninguém o seguia
Nadando contra a maré
Sonhando uma utopia

Desistiu dos sonhos?
Cansou dos ferimentos
E de sempre amar sozinho

Em seu lugar, um coração frio
Narcisamente egoísta e receoso
Que não mais se importa em ficar sozinho.


OFF :)

22 out

Ausente por tempo indeterminado.

Estudando. Esquecendo. Relembrando. Revivendo. Recomeçando…

Tudo ao mesmo tempo agora.

Borboletas no estômago.

15 out

Eu seria incapaz de admitir o quanto desejava encontrá-lo. Assumir que aquele sorriso me fascinava era ridículo e humilhante. Humilhante sim, por saber que esse sentimento jamais seria recíproco.

Quando cheguei procurei inutilmente por ele, que não estava lá. Ainda bem que ninguém me conhecia, assim não perceberiam a tristeza evidente em meus olhos.

Os minutos passavam e quanto mais eu tentava convencer meu coração de que não o veria, mais a esperança aumentava. Foi quando, finalmente, ele cruzou a porta, mais encantador do que qualquer um teria direito. Eu sabia que jamais me acostumaria com aquele olhar e nunca deixaria de me surpreender com o seu sorriso. Era mais incrível do que eu me lembrava.

A todo instante eu sentia o peso do seu olhar sobre mim, mas faltava-me coragem para encarar seus olhos de volta. Temia por minha reação.

Lembrava-me de cada frase trocada com ele durante a semana, mas uma parte de mim insistia em dizer que tudo não passava de um sonho.

Felizmente – ou não – as pessoas rapidamente assumiram suas funções, fazendo com que eu me afastasse e permanecesse sozinha, apenas observando. Notei sua presença ao meu lado.

– Oi. – disse ele num sussurro.

Tive que forçar minha mente a pensar numa resposta coerente. Admito que não foi fácil.

– Oi… – Foi tudo que eu consegui responder.

Surpreendi-me quando percebi que ele me abraçava e não tive coragem de romper o silêncio que nos cercava. Esperei que ele falasse.

– É realmente muito difícil controlar o desejo de beijá-la. Mas acho que atrairíamos toda a atenção. –  Disse ele sorrindo.

Não consegui responder. Aquele sorriso era demais para mim. Por sorte, alguém me chamou e essa era a desculpa que eu precisava para desvencilhar-me daquele abraço de tirar o fôlego.

Não consegui conversar com ele pelo resto da tarde. Só de imaginar seus olhos próximos dos meus, o coração já batia descompassado.

Fui embora evitando as despedidas,  sabendo como reagiria se ele tornasse a me abraçar.