Arquivo | dezembro, 2009

Você.

20 dez

– Denovo. – Dizia ela.
Mais uma vez o mesmo sonho. Ela já estava acostumada. Sabia que quando a tarde começava a ir embora e a noite dava os seus primeiros sinais, aproximava-se a hora de encontrá-lo. Custava a dormir, rolava na cama e quando adormecia lá estava ele, como se tivesse esperado a vida toda.
O sonho era sempre o mesmo. Ele de longe a observava, somente. Assim acontecia todas as vezes em que encontravam-se pessoalmente. O que acontecia quando ela dormia era apenas uma recordação, mas lá ele a olhava com outros olhos. Havia amor. Um amor daqueles que os livros não são capazes de descrever. Um amor calado e intenso.
O que a moça não sabia é que aquele olhar não era apenas em seus sonhos. A maneira com que ele olhava para ela era daquela forma o tempo todo; com os olhos de quem ama e espera. O coração dela sabia disso, mas a razão teimava em dizer o contrário.
Ela continuava a sonhar com ele, esperando a coragem para entregar-se a esse sentimento tão verdadeiro e recíproco.

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Das brigas.

17 dez

– Eu não gosto de bala de melão. – Ela disse.
– Eu tenho de hortelão, morango, tuti-frutti e melancia. Qual delas você quer?
– Nenhuma. – Ela virou a cara e não quis discutir. Ele riu.
– Birrenta. – Cutucou-lhe.

E era assim que se amavam.