Arquivo | outubro, 2009

A morte do amante.

24 out

A morte do amante

E ele morreu
Sem jamais ter sido amado, talvez
Mas amando todas
Uma de cada vez

E ele morreu
Amava, mas ninguém o seguia
Nadando contra a maré
Sonhando uma utopia

Desistiu dos sonhos?
Cansou dos ferimentos
E de sempre amar sozinho

Em seu lugar, um coração frio
Narcisamente egoísta e receoso
Que não mais se importa em ficar sozinho.


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OFF :)

22 out

Ausente por tempo indeterminado.

Estudando. Esquecendo. Relembrando. Revivendo. Recomeçando…

Tudo ao mesmo tempo agora.

Borboletas no estômago.

15 out

Eu seria incapaz de admitir o quanto desejava encontrá-lo. Assumir que aquele sorriso me fascinava era ridículo e humilhante. Humilhante sim, por saber que esse sentimento jamais seria recíproco.

Quando cheguei procurei inutilmente por ele, que não estava lá. Ainda bem que ninguém me conhecia, assim não perceberiam a tristeza evidente em meus olhos.

Os minutos passavam e quanto mais eu tentava convencer meu coração de que não o veria, mais a esperança aumentava. Foi quando, finalmente, ele cruzou a porta, mais encantador do que qualquer um teria direito. Eu sabia que jamais me acostumaria com aquele olhar e nunca deixaria de me surpreender com o seu sorriso. Era mais incrível do que eu me lembrava.

A todo instante eu sentia o peso do seu olhar sobre mim, mas faltava-me coragem para encarar seus olhos de volta. Temia por minha reação.

Lembrava-me de cada frase trocada com ele durante a semana, mas uma parte de mim insistia em dizer que tudo não passava de um sonho.

Felizmente – ou não – as pessoas rapidamente assumiram suas funções, fazendo com que eu me afastasse e permanecesse sozinha, apenas observando. Notei sua presença ao meu lado.

– Oi. – disse ele num sussurro.

Tive que forçar minha mente a pensar numa resposta coerente. Admito que não foi fácil.

– Oi… – Foi tudo que eu consegui responder.

Surpreendi-me quando percebi que ele me abraçava e não tive coragem de romper o silêncio que nos cercava. Esperei que ele falasse.

– É realmente muito difícil controlar o desejo de beijá-la. Mas acho que atrairíamos toda a atenção. –  Disse ele sorrindo.

Não consegui responder. Aquele sorriso era demais para mim. Por sorte, alguém me chamou e essa era a desculpa que eu precisava para desvencilhar-me daquele abraço de tirar o fôlego.

Não consegui conversar com ele pelo resto da tarde. Só de imaginar seus olhos próximos dos meus, o coração já batia descompassado.

Fui embora evitando as despedidas,  sabendo como reagiria se ele tornasse a me abraçar.

Saudade

13 out

Eu me perco deploravelmente em minhas divagações.
Desejando fugir – ardentemente – de todo esse caos que emana de mim.
– Certo – penso eu. – Não há motivos para desespero – repito.
Não há promessas. Ninguém nunca as fizera.

Que há então?
– Vazio, medo, angústia, saudade. Saudade?
Dizem que é carência, outros… paixão.
Deveras eu não compreendo essa saudade que tenho.

(…) De tudo que nunca foi.

1 out

Ela tirou férias dos sonhos. Só para pensar e ter em mente seu sorriso novamente. Apreciar.