17
Dez
09

Das brigas.

– Eu não gosto de bala de melão. – Ela disse.
– Eu tenho de hortelão, morango, tuti-frutti e melancia. Qual delas você quer?
– Nenhuma. – Ela virou a cara e não quis discutir. Ele riu.
– Birrenta. – Cutucou-lhe.

E era assim que se amavam.

26
Nov
09

Partida.

Não. Eu não quero partir, bonito.
Mas as coisas estão ficando cada vez mais intensas dentro de mim. E teu ar que não me é recíproco sufoca-me de tal maneira, como se eu estivesse dentro de um lago, ou então dentro do mar submersa, tentando alcança a praia e ondas me viessem afogar. Você me dói de uma maneira inexplicável. Como uma ferida aberta que insiste em não cicatrizar.

Quando eu era criança cai algumas vezes de bicicleta, mas meu pai dizia que eu ia aprender a andar. Então, me era aceitável todas as feridas causadas aos meus joelhos pelos cascalhos e até mesmo de cacos de vidros. Hoje, meu pai não diz: menina, a ferida vai cicatrizar esperas e verás. Não ele não diz. Talvez porque também já tenha sofrido.

Sabe eu comparo ao meu coração como uma bola. Sim, uma bola. Quando criança ainda, costumava jogar futebol com os amigos, bem menino eu era. E então, jogávamos com uma bola de leite, essas bolas furavam rápido e colávamos de alguma forma. Seu aspecto era terrível, sempre remendada. Mas ainda assim funcionava. Meu coração está tão grande dentro do peito, por ter tantos retalhos tentando salvá-lo.

Eu sinto tanto. Tanto.
Sinto que me perdi nisso tudo. Que não devia ter dado asas ao meu pobre coração. Coração alado e idiota. Masoquista.

É, eu vou embora.
Só preciso de força. Amanhã. Talvez.

06
Nov
09

Das coisas que Alice não diria.

Quando eu abri os olhos de manhã vi o céu pela janela e ele estava nublado, chuviscava. Pequenas gotas caiam sobre o teto em uma sinfonia singular e os meus olhos entreabertos marejavam. Embora estive empacotada e meu corpo quente, sentia frio por dentro, minha alma era todo gelo. Por quê? – Eu me perguntava. E as minhas respostas não eram respondidas, ressoavam no vazio de meu quarto e voltavam com uma intensidade tremenda e cortante, cortava-me o coração.

As noites vem sendo cada dia mais desastrosas. Se soubesse ao menos como me portar, o que está acontecendo comigo, esses meus sonhos, o que está ao meu redor. É que desde que conheci esse sentimento – que é todo teu – tudo é tormento, é alegria, sofrimento, é mistura e vou andando manca na vida.

Deitada sob os lençóis as minhas lágrimas estão bem escondidas, inaudíveis, embora tão intensas quanto à dor que sinto cá dentro. Dor essa sem razão, motivo, apenas desesperado. Não há nada para se esperar, nada fora prometido.
E esse amor que trago no peito é tão meu e teu, mas que permanece somente comigo – a sete chaves.

Eu jamais falarei pra você, desculpe.
(…) e sempre eu saio perdendo, é mais uma vez.

04
Nov
09

O escuro

- Dois passos para a direita, três para a esquerda, se eu conseguir ir nesse ritmo logo estarei lá. – Pensava ela.

Procurava o interruptor a sua volta e não encontrava, enquanto isso ia tateando os objetos ao seu redor no escuro, mas nada de encontrá-lo. Sentou-se na cama, desistindo afinal. E fitou o teto com várias estrelas fluorescentes – dera nome a cada uma delas – olhava-as com a esperança em seus olhos e o coração aflito.

Mais uma noite, outro sonho – pesadelo, talvez. Seus olhos cheios de lágrimas transbordaram. Era impossível continuar, ela pensava.
Mesmo que decidisse levantar e movimentar-se calmamente, calculando seus passos, eles não dariam a lugar nenhum. Ela bem sabia.

Agarrou-se ao seu travesseiro abafando seu grito, era excruciante o que sentira. Queria arrancar do peito à força, mas não conseguia.

Então decidiu calar-se apenas, a dor já era bem amiga.

01
Nov
09

Ele.

É quando você me dá as mãos, os meus olhos se enchem de estrelas. Eu posso caminhar na tua estrada por léguas que jamais eu cansarei. É tão único, incrível.
Estar sob o céu ligando as estrelas ao teu lado é como ligar o meu presente ao nosso futuro.
É imagina que quando eu acordar amanhã, você estará ao meu lado. E nossos sonhos serão os mesmos, a nossa música tocará harmonicamente e nós seremos felizes.
Demorou para dizer, mas eu te amo. Deveras.

24
Out
09

A morte do amante.

A morte do amante

E ele morreu
Sem jamais ter sido amado, talvez
Mas amando todas
Uma de cada vez

E ele morreu
Amava, mas ninguém o seguia
Nadando contra a maré
Sonhando uma utopia

Desistiu dos sonhos?
Cansou dos ferimentos
E de sempre amar sozinho

Em seu lugar, um coração frio
Narcisamente egoísta e receoso
Que não mais se importa em ficar sozinho.


22
Out
09

OFF :)

Ausente por tempo indeterminado.

Estudando. Esquecendo. Relembrando. Revivendo. Recomeçando…

Tudo ao mesmo tempo agora.

15
Out
09

Borboletas no estômago.

Eu seria incapaz de admitir o quanto desejava encontrá-lo. Assumir que aquele sorriso me fascinava era ridículo e humilhante. Humilhante sim, por saber que esse sentimento jamais seria recíproco.

Quando cheguei procurei inutilmente por ele, que não estava lá. Ainda bem que ninguém me conhecia, assim não perceberiam a tristeza evidente em meus olhos.

Os minutos passavam e quanto mais eu tentava convencer meu coração de que não o veria, mais a esperança aumentava. Foi quando, finalmente, ele cruzou a porta, mais encantador do que qualquer um teria direito. Eu sabia que jamais me acostumaria com aquele olhar e nunca deixaria de me surpreender com o seu sorriso. Era mais incrível do que eu me lembrava.

A todo instante eu sentia o peso do seu olhar sobre mim, mas faltava-me coragem para encarar seus olhos de volta. Temia por minha reação.

Lembrava-me de cada frase trocada com ele durante a semana, mas uma parte de mim insistia em dizer que tudo não passava de um sonho.

Felizmente – ou não – as pessoas rapidamente assumiram suas funções, fazendo com que eu me afastasse e permanecesse sozinha, apenas observando. Notei sua presença ao meu lado.

- Oi. – disse ele num sussurro.

Tive que forçar minha mente a pensar numa resposta coerente. Admito que não foi fácil.

- Oi… – Foi tudo que eu consegui responder.

Surpreendi-me quando percebi que ele me abraçava e não tive coragem de romper o silêncio que nos cercava. Esperei que ele falasse.

- É realmente muito difícil controlar o desejo de beijá-la. Mas acho que atrairíamos toda a atenção. -  Disse ele sorrindo.

Não consegui responder. Aquele sorriso era demais para mim. Por sorte, alguém me chamou e essa era a desculpa que eu precisava para desvencilhar-me daquele abraço de tirar o fôlego.

Não consegui conversar com ele pelo resto da tarde. Só de imaginar seus olhos próximos dos meus, o coração já batia descompassado.

Fui embora evitando as despedidas,  sabendo como reagiria se ele tornasse a me abraçar.

13
Out
09

Saudade

Eu me perco deploravelmente em minhas divagações.
Desejando fugir – ardentemente – de todo esse caos que emana de mim.
- Certo – penso eu. – Não há motivos para desespero – repito.
Não há promessas. Ninguém nunca as fizera.

Que há então?
- Vazio, medo, angústia, saudade. Saudade?
Dizem que é carência, outros… paixão.
Deveras eu não compreendo essa saudade que tenho.

(…) De tudo que nunca foi.

01
Out
09

Ela tirou férias dos sonhos. Só para pensar e ter em mente seu sorriso novamente. Apreciar.




Autoras.

Pâmela Marques, prazer!
Uma maranhense-brasiliense-goiana de 23 anos. Administradora, pós-graduada em Comunicação Social e Marketing. Amante da língua portuguesa e inglesa, apaixonada pela leitura e escrita. Corinthiana de coração, católica, musicista e pretensa escritora. [que adora girassóis]

lovelyzinha@gmail.com

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Stéfanny de Souza. Estudante, cursando o 2º ano do Ensino Médio. Católica, apaixonada por toda a doutrina de sua Igreja. Inconstante, indecisa, sonhadora. São Paulina. Tem vontade de mudar o mundo. Mantém os pés no chão e a cabeça nas nuvens.

stefannydesouza@gmail.com

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Lovelyzinha